Visite nossas redes sociais

18 maio

Venho aqui me apresentar…

Eu Sou a Maria Clara,

Nesse mundo cordelista,

Com sobrenome Psoa,

Hábito esse chão paulista.

Vim da terra potiguar,

Da luta sou ativista.

 

Também componho no rap

Vestindo os versos de rima,

No hip hop ou cordel

Faço com grande estima,

Misturo os elementos

Formando uma obra prima.

 

Prestigiar esse espaço,

De muita luta e união,

No Coletivo Teodoras

De mulheres em ação,

Combatendo o machismo

No cordel é a missão!

 

Nesse terceiro ano de

 “Artevistas” no cordel,

Teodoras em São Paulo

Vem cumprindo o seu papel,

De propagar a poesia,

Fortalecendo o plantel.

 

Sejam bem-vindas e bem-vindos! Eu tenho a honra de ser mais uma colunista do coletivo e poder escrever sobre os temas que nos perpassam. O coletivo Teodoras trata em seu principal tema o combate ao machismo e a violência contra mulher, mas também traz à tona elementos para o fortalecimento de nós mulheres como artistas escritoras e mulheres trabalhadoras. Para isso trago aqui alguns versos que fiz em nosso primeiro sarau no ano de 2020:

No tema abordaremos

As Mulheres lutadoras,

Que tendo suas histórias

De raça e batalhadoras,

Na luta cotidiana

São eternas vencedoras.

 

A poesia representa

Um misto de sentimento,

Nela eu trago as letras

De alegria e sofrimento,

A pura realidade

Expressa nesse momento.

 

As agressões e estupros,

Assédios, assassinatos,

São cenas do dia a dia,

Ouvimos esses relatos,

São vítimas de violências.

A verdade são os fatos.

 

E às vezes é preciso

A tona sempre lembrar,

Como funciona a vida

E um lugar encontrar,

Pra resistir às mazelas,

Na luta se preparar!

 

A luta, sempre presente em nossos cotidianos, corremos batalhas constantes para nos colocarmos nos espaços, nosso coletivo, nossas colunas, esse site e principalmente, nossas ações, são  elementos para nos prepararmos a travar esses embates. Pretendo, nessa coluna, abordar como a arte pode ser revolucionária e livre e como podemos ter a cultura como resistência nesse sistema tão perverso, opressor e explorador, que nos marginaliza.

O capitalismo segrega e nós trabalhadoras (es) tentamos SOBREVIVER! A arte é um recurso que para muitos é tratada como terapia pois tem esse potencial. Mas a arte também expressa sentimentos, ações e o principal: é mensagem! A arte assim como a cultura são formadoras, constrói opiniões, costumes e modo de vida. Em uma sociedade mais justa teríamos mais tempo para desenvolver nossas aptidões e com elas desenvolver as relações em sociedade.

Nas próximas matérias desenvolverei com mais profundidade esse tema e espero que possam me acompanhar nesta jornada!

Voltem sempre!!!

15 maio

Teodoras se apresenta na 1ª Feira da Sororidade

O Coletivo Teodoras do Cordel Artevistas SP foi destaque na 1ª Feira da Sororidade, realizada no último dia 14 de maio na capital paulista. O evento foi promovido pela revista Voo Livre e livraria Sororidade.

Na ocasião, as cordelistas do coletivo expuseram e venderam suas obras coletivas e individuas e ainda declamaram versos do cordel “Mulheres Negras que Marcaram a História”, publicado recentemente pela editora Areia Dourada.  “Este evento foi uma grande oportunidade do nosso coletivo se reunir após esses dois anos de pandemia. A gente sempre se reúne virtualmente e este é o segundo evento presencial que participamos. É muito gratificante para todas nós estar junto a mulheres tão potentes. Agradecemos a toda organização por este momento”, destacou Maria Clara Psoa, cordelista e integrante do coletivo Teodoras.

Confira o vídeo da participação do coletivo na Primeira Feira da Sororidade:

Confira as fotos:

03 abr

Post de apresentação (e também de autoaceitação).

Olá, queridas(os) leitoras(es)! É com muita alegria que inicio como colunista neste projeto que é tão importante e tão especial pra mim!

Sou teodora, apaixonada por cordel e, por conseguinte, amante da poesia.

A ideia inicial aqui é compartilhar mansalmente com vocês alguns de meus poemas que brotaram de meus momentos mais difíceis, de puro desespero e profunda depressão, com a simples finalidade de trabalhar a possibilidade de cura que a arte carrega intrínseca a sua essência, já que dia a dia, acabo por encontrar, através da poesia, uma ferramenta poderosa de alívio da dor, do estresse, do medo e do pânico, bem como uma peça chave para o desafogo de toda a angústia que, vez ou outra, tanto me assola.

E começo com um poema/apresentação, para que vocês possam conhecer um pouquinho mais sobre mim:

Eu vim lá do interior
Lá do Vale do Ribeira
Já senti na pele a dor
De achar-me pela beira
E a poesia me deu cor
Já que fez sentir-me inteira

Eu me chamo Graziela
E carrego em mim doçura
Junto a força tão singela
Sou essa feliz mistura
Cada verso me revela
E na rima encontro a cura.

Um grande abraço, bem apertado, e até a próxima,

Graziela Barduco.

01 abr

Confiança feminina

Chega desses pensamentos

eu me amo como sou,

não caio nessas palavras

de que meu tempo passou,

sou diferente de ti

você não me fracassou!

 

Ser mulher vai muito além

do físico ou da cor,

que dó de você que pensa

sobre a mulher com rancor,

e que não consegue ver

além da física flor.

 

O conjunto do meu corpo

define minh’a autoestima,

e não as definições

com as quais me subestima,

independe do meu sexo

pois meu ser, é que me estima!

 

Por Cleia Silva

@cleia.silva.mg

19 mar

Mês da Mulher: Sindicato dos Metroviários de SP recebe Teodoras em evento

O evento, organizado pela Secretaria da Mulher do Sindicato dos Metroviários, fez parte das atividades de comemorações e de luta do Mês das Mulheres e contou com a presença das cordelistas: Maria Clara Psoa, que na ocasião lançou o cordel “São tantas as Marias”, de sua autoria, e ainda: Lu Vieira, Graziela Barduco, Elaine Alves, Bhetty Brazil e Cléia Silva.

“Neste encontro, nosso coletivo mais do que nunca esteve forte, unido e deu o seu recado com garra, beleza e poesia. Foi como experimentar as emoções e sensações de uma estreia, principalmente, porque depois desta pandemia, finalmente retornamos com as apresentações presenciais”, pontua Graziela Barduco, cordelista e membro do Teodoras.

A obra “Mulheres Negras que Marcaram a História”, segundo cordel coletivo publicado pelo grupo, foi destaque nas performances e declamações apresentadas pelas integrantes ao público, além de canções de luta e exaltação ao feminino compostas por Elaine Alves que contou ainda com a participação especial da artista convidada Luana Anaua.

“É sempre uma honra para nós participar de eventos como esses promovidos pelo Sindicato dos Metroviários, pois, é uma oportunidade de integrarmos a literatura de cordel feminina com frentes importantes da nossa sociedade”, destaca Lu Vieira, cordelista e membro do coletivo Teodoras do Cordel.

18 nov

II Encontro Mineiro de Cordel tem Teodoras na programação

O evento, foi realizado via plataforma virtual do Coletivo IABAS e transmitido ao vivo pelo Youtube e Facebook. O coletivo Teodoras do Cordel foi representado pelas cordelistas: Cleusa Santo, Dani Almeida, Nireuda Longobardi, Lucineide Vieira, Andrea Souza e Graziela Barduco.

VEJA AS FOTOS:

Confira a participação do nosso coletivo no II Encontro Mineiro de Cordel:

Visite nossas redes sociais