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08 nov

Representatividade Negra no Cordel

 

           Olá leitores e leitoras,

Novembro chega evocando o chamado para reverenciarmos nossa ancestralidade negra, renovarmos nossas forças pela luta antirracista, por mais políticas inclusivas, por mais acesso a emprego, educação e vida.

E principalmente para reverenciar Dandara, Zumbi e todas as lideranças negras brasileiras, que militaram pela liberdade.

Sabendo que a literatura é um espaço de luta e de demarcação de espaços, trago-lhes hoje essa indicação. O cordel “Mulheres Negras que marcaram a história” é uma obra coletiva, escrita com imenso respeito e que busca de forma carinhosa celebrar a vida e obra de Mulheres que são para as escritoras fontes de inspiração.

O Coletivo  Teodoras do Cordel -artevistas SP, tem como propósito apresentar ao público leitor, através da escrita, trajetórias femininas que foram invisibilizadas ao longo da história pela cultura machista, racista e excludente.

Foi com esse lema que 16 Cordelistas versejaram sobre a vida de Mulheres Negras, mostrando sua representatividade para sociedade brasileira.

Nesse humilde versejar

Com firmeza e inteligência,

Mostrando a sociedade

A grandeza e a potência,

De muitas mulheres negras

Que o Brasil negou essência

 

Nesses versos de Cordel

Queremos apresentar,

As Mulheres brasileiras

Que o mundo tentou calar,

Mas a força feminina

Sempre irá se revelar

Espero que gostem da indicação e que todos e todas inspirem-se com as representatividades negras eternizadas em nossa escrita.

Boa Leitura

Lu Vieira

06 nov

Dia do Cordelista

Olá queridos leitores e queridas leitoras!

Hoje quero falar sobre a temática principal pela qual estou inserida neste coletivo tão forte e valoroso que hoje considero minha família e no qual faço, com muito amor, minha mais linda morada: no dia 19 de Novembro é comemorado o Dia do Cordelista!

Ser cordelista, mais do que desenvolver e honrar um ofício, para além de respeitar as tradições e todo um jeitinho próprio de brincar, e trabalhar as palavras, é atender um chamado. É embarcar num sonho de poder bailar pela arte das palavras que precisam de um jeito próprio para serem ajuntadas a fim de se contar uma história.

É ser tocada e deixar-se tocar pela mais sublime arte da palavra rimada, ritmada e metrificada. É trabalho sério com leveza e engajamento de alma. É amor eterno e compromisso pra toda uma vida. É a gostosura de ser, a complementariedade do fazer e a plenitude do estar.

E vamos de décima, formato tão utilizado pelos cordelistas queridos que conheci nesta caminhada e que tanto me ensinaram e continuam a me ensinar:

Eu dizia o indizível
Quando quis desafogar
E parti para buscar
Um lugar menos sofrível
Onde a paz fosse acessível
Querendo me recompor
E curar-me deste ardor
Procurar seguir em frente
Com o peito resistente
Esqueci-me então da dor.

Um abraço bem apertado,
Graziela Barduco.

21 out

Ao outubro

O mês de outubro tem
Muitas comemorações,
A nossa Mãe Padroeira
Cura nossos corações,
E o dia das Crianças
Nos trás as recordações.

Também não nos esqueçamos
Mulheres deste Brasil,
Dos cuidados com a mama,
O risco está por um fio.
Auto exame é a solução
Para um cuidado sutil.

Estação da primavera
O tempo do florescer,
Cheio de perfume e cor
Que nos lembra, agradecer,
Vento, sol e chuva tem
Na medida do prazer.

Varre, ó vento de nós
toda essa nossa dor,
Brilhe sobre nós , ó sol
Cubra-nos com seu calor,
Purifica-nos, ó chuva
Com suas lágrimas de amor!

13 out

Entre o peso e a leveza do mundo

Entre o peso e a leveza do mundo, acordo minhas crias, ajudo elas a escolherem suas vestimentas, preparo o café da manhã. Entre o peso e a leveza do mundo, grávidas em situação de risco, estão com baixo peso, por não conseguirem comprar alimentos que tenham qualidade nutricional.

Entre o peso e a leveza do mundo, minha bebê mama em meu seio em praça pública, consigo deixar minhas outras meninas na escola com a roupa que elas escolheram. Entre o peso e a leveza do mundo, uma jovem iraniana é morta por não usar  o hijab (véu islâmico), deixar seu cabelo a mostra e isso ter sido interpretado como um afronto a moral de seu País.

Entre o peso e a leveza do mundo, arrumo minha casa, lavo os pratos, as roupas, varro os cômodos, faço o almoço, lavo meu quintal, recolho os entulhos, elimino possíveis criadouros de mosquito. Entre o peso e a leveza do mundo, uma nova epidemia de dengue assola o Brasil pela falta de consciência coletiva.

Entre o peso e a leveza do mundo, ouço música, leio um livro, escrevo poemas e cordéis, trabalho em meu computador, pesquiso e leio em fontes honestas sobre o que acontece em meu país. Entre o peso e a leveza do mundo, inúmeros confrontos políticos carregados de fake news e angústias no coração daqueles que propagam falácias.

Entre o peso e a leveza do mundo, faço meus exercícios, busco as pequenas na escola, ajudo-as no banho, dou meus alertas quando elas se desentendem, preparo uma janta gostosa, troco fraldas, leio histórias infantis, oro com elas, canto e as coloco pra dormir. Entre o peso e a leveza do mundo, singelas esperanças.

08 out

Coletivo Teodoras celebra 13 anos de Bodega do Brasil

A convite dos promotores culturais do Sarau Bodega do Brasil, o Coletivo feminino Teodoras do Cordel esteve presente na celebração dos 13 anos do projeto que, desde 2009 leva para o Centro de São Paulo, muita arte periférica. Na oportunidade, as integrantes do coletivo apresentou no Saguão de Sociologia e Política no bairro da Vila Buarque em São Paulo, a performance poética da obra Mulheres Negras que Marcaram a História e impactou o público presente.

Confira as fotos do evento:

 

08 out

Feliz Dia do Nordestino

Olá queridos (as) leitores (as)!
Aproveitando que hoje, dia 8 de outubro, se comemora o Dia do Nordestino, resolvi escrever o artigo deste mês para expressar o meu profundo amor, respeito e gratidão ao povo nordestino, a quem devo tudo o que hoje sou, já que minha pesquisa tanto de estudo, quanto de trabalho e também de vida gira em torno da cultura popular brasileira, com total ênfase nas manifestações populares da região nordeste do país.
Gostaria de tirar um tempinho para contar a vocês como na realidade foi se desenhando esse profundo amor que nutro pela diversidade cultural advinda do nosso povo nordestino. Costumo dizer que foi em 2018, quando estava no Cariri para uma pesquisa de campo para o meu mestrado e para um simpósio na Escola de Saberes de Barbalha, que atendi ao “chamado”. “Chamado” este que me fez mergulhar cada vez mais em todas as riquezas e belezas artísticas encontradas no nosso nordeste.
Era uma manhã de sol, daqueles de rachar a cuca, e estava eu, sentada na Topic das 10:30, que peguei próximo a prefeitura, indo de Juazeiro do Norte a Barbalha, para a abertura do simpósio que lá aconteceria nas próximas horas.
Era meu quinto dia no Cariri e eu já havia visitado o santuário de Padre Cícero, pedindo que ele abençoasse minha pesquisa de mestrado e agradecendo por todas as inspirações surgidas em minha mente e coração.
Eu olhei pela janela, um tanto embaçada pela poeira, o que fazia com que eu tivesse uma espécie de olhar onírico para com a realidade, e foi então que veio à minha cabeça, assim de supetão, o título/tema/ideia/argumento daquilo que se tornaria o meu espetáculo de conclusão de meu mestrado e posteriormente meu primeiro livro infantil. Isso me chegou sorrateiro, porém efetivo, e me veio no formato do seguinte mote, que ecoou em minha cabeça: “a menina e o pé”.
Passei a mão em minhas anotações e assim escrevi as seguintes informações: “uma linda amizade entre uma menina e o seu pé – lembrar do paralelo com a importância dos pés nas danças tradicionais brasileiras, e quem sabe abordar também o elemento chulé”. E foi com esta inspiração lá aflorada, bem como com a criatividade mais despontada que retornei a São Paulo, sentindo-me pronta para adentrar de forma intensa e com muito empenho na parte prática de minha pesquisa.
Nesses dias que passei lá, imersa em toda aquela atmosfera tão sublime, foi poesia em mim aflorando dos pés a cabeça + meu primeiro livro, o “Na Rima da Menina” que começou a se desenhar, mesmo sem que eu me desse conta disso + surgimento do meu “A Menina e o Pé”, que me surgiu tão magicamente + tanto encanto tocando-me na essência, devolvendo-me depois a esta dura terra que hoje habito (SP) com a alma totalmente transformada.
Gostaria ainda de terminar a postagem com um poema que surgiu-me em uma outra imersão que fiz, em outra parte do nordeste, desta vez no sertão de Pernambuco, em meio a um festival de poesia em São José do Egito, mas esta história fica para um próximo artigo.
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Das efêmeras asas em mim latentes
Que brotaram em passagem pelo sertão
Vislumbrando alçar meu voo na solidão
Pra soltar o traforismo das serpentes
Quis enfrentar o não com unhas e dentes
Pra desprender da minh’alma estilhaçada
Da loucura ardente outrora guardada
Meus breves momentos de cor tão soturna
Agravaram-se em mim na visão noturna
Pra no raiar da vez sumir pela estrada.
.
Viva o Nordeste, viva o povo nordestino!
Um grande abraço e até nosso próximo encontro,
Graziela Barduco
27 set

Teu toque

Passando a mão bem quente,
Deslizando até a tua boca.
Um toque fino no teu corpo
Vai me deixando bem louca.
Aquele cheiro que só tu tem
O beijo de língua que convém
Gemendo até ficar rouca.

E o tempo que nem passa
Quando estamos embalados.
Tua voz sussurra baixinho,
Os olhos ficam revirados!
Deixa o perfume na cama;
O desejo se esparrama
E os corações emaranhados.

Maria Clara Psoa

04 set

Não estamos sozinhas!

As mulheres brasileiras
Cansaram de padecer,
Pela causa se juntaram
De mãos dadas pra vencer,
Aqui e em todo lugar
Nossas vozes vão crescer.

Nós cantamos e dançamos
Como forma de oração,
Nesta marcha à liberdade
Buscamos inspiração,
Pelos cantos do Brasil
Numa só voz e canção.

A força que nos habita
Nos mantém vivas, munidas,
Tudo que já conquistamos
Transformou as nossas vidas,
Porém o fim está longe
De curar nossas feridas.

Que esse três versos sirvam de inspiração, pois somos muitas e não estamos sozinhas. Sempre há e haverá muitas mãos para segurar a nossa!

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